Obra de Restauro
As obras de restauro são apropriadas aos bens tombados e aos bens patrimoniais de grande significância, que são monumentos já classificados e estudados por instituições de proteção ao patrimônio. As intervenções admissíveis nesses bens ou imóveis estão definidas nas normativas de uso, estabelecidas a partir dos processos de tombamento ou de proteção e preservação especiais. Para o conhecimento das orientações específicas e a autorização para as intervenções, deve ser consultada a normativa de uso e a instituição afim.
As escalas dos desenhos técnicos deverão, preferencialmente, observar os padrões adotados pela Prefeitura Municipal da localidade onde situa-se o imóvel.
1. FASE DE LEVANTAMENTO
O Levantamento deve incluir os seguintes elementos:
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DOCUMENTO |
INFORMAÇÃO |
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Planta de localização
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Edifício em relação à cidade: acessos, orientação etc. Identificação dos demais edifícios de interesse histórico ou artístico da área. |
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Planta de situação |
Locação da edificação em relação ao terreno, áreas do terreno, da construção e projeção do edifício, cotas de nível, perfis do terreno, representação de jardins, especificação das espécies e caminhos, locação dos pontos de referência das fotografias. |
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Planta de implantação |
Quando for o caso de a área do lote ter muitos detalhes para a representação de jardins, especificação das espécies, caminhos etc. |
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Planta baixa de cada nível |
Dimensões externas: medidas em série e totais. Dimensões internas: medidas de lado e diagonais dos espaços, espessura das paredes e amarração dos vãos. Codificação de todos os detalhes construtivos: portas, janelas e vãos, seteiras, altares etc. Representação de escadas com numeração dos degraus e dimensionamento. Indicação do tabuado do piso e do forro. Projeção de claraboia, coro, caixa d’água, beirais etc. Identificação dos materiais construtivos, adotando-se convenções para alvenarias — pau a pique, adobe, taipa etc. — e demais elementos. Denominação dos espaços. |
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Cortes |
Cotas de pés-direitos, piso a piso, espelhos, guarda-corpos, banheiro, vergas e cimalhas internas. Dimensionamento de peças do telhado e dos beirais. Representação exata da armação das tesouras e das demais peças. Altura de vergas, vãos, peitoris, cimalhas, barras e outros elementos. Indicação do tipo e da cor da pintura das alvenarias, esquadrias etc. |
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Elevações e Fachadas |
Representação de todos os elementos arquitetônicos. Caimentos de ruas e/ou terrenos. Especificação do tipo e da cor das alvenarias e esquadrias, bem como dos demais materiais de acabamento. Representação do perfil das fachadas da edificação e dos lotes vizinhos. |
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Planta de cobertura |
Limite da edificação em tracejado. Limite da cobertura em linha cheia. Dimensão dos beirais. Sentido das declividades. Representação de calhas, condutores, rufos, rincões, chaminés etc. |
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Registro fotográfico |
As fotografias internas e externas devem ser numeradas de acordo com a indicação em planta, contendo o nome do monumento, o número de ordem, o número total, além de serem datadas. |
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Pesquisa histórica |
Descrição e análise tipológica e arquitetônica. Análise do contexto. |
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Prospecções murárias |
Deverão ser identificados vãos que tenham sido fechados, estrutura da cobertura, alterações dimensionais dos vãos, elementos construtivos estranhos à tipologia arquitetônica do imóvel, materiais de construção utilizados e estado de conservação. |
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Prospecções pictóricas |
Deverão ser identificadas a cor e a pintura originais de paredes, portas, janelas e elementos decorativos, bem como pinturas decorativas dos forros e das paredes. |
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Detalhes |
Adotar a mesma codificação usada em planta. Todos os detalhes devem estar cotados e especificados quanto ao tipo de material e à pintura — tipo e cor. |
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2. FASE DE DIAGNÓSTICO
O Diagnóstico deve incluir os seguintes elementos:
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DOCUMENTO |
INFORMAÇÃO |
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Estrutura |
Deve ser avaliado o comportamento do edifício, bem como a capacidade de carga dos elementos componentes, com identificação dos problemas de estabilidade e de suas causas determinantes. Trincas, rachaduras, recalques e demais patologias construtivas deverão ser avaliados e indicados em plantas, cortes e avaliações. |
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Componentes |
Devem ser feitas considerações sobre o estado geral da edificação, localizando alvenarias, revestimentos, pisos, forros, cobertura, esquadrias, ferragens, pintura, além de outros detalhes, com indicação do grau de deterioração das peças e das respectivas causas, em todos os espaços. Devem ser localizados e indicados em planta os pontos com umidade, bem como identificadas as respectivas causas. Nas peças de madeira, devem ser tomados cuidados especiais para identificar e localizar indícios de deterioração por apodrecimento e ataque por insetos xilófagos. Nesse caso, devem ser localizados os focos, identificados os insetos e indicada a forma adequada de erradicação. |
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Elementos integrados |
Deverão ser avaliados os graus de deterioração dos elementos, com identificação das respectivas causas. |
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3. FASE DE PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
O Projeto de Intervenção deve conter os seguintes documentos:
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DOCUMENTO |
INFORMAÇÃO |
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Projeto Básico de Intervenção |
O Memorial Descritivo, na fase de Projeto Básico, corresponde à compilação dos textos que contêm a Proposta de Intervenção e a Proposta Técnica. |
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Proposta de Intervenção |
Abrange as soluções referentes à substituição, retirada e/ou introdução de elementos, estabilização estrutural, adaptação ao novo uso, iluminação externa e interna, saneamento etc. Para essas propostas, devem ser observados os princípios enunciados em documentos internacionais sobre restauração e conservação, considerando-se especialmente o monumento objeto da intervenção. |
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Proposta Técnica |
Quando houver intervenção nos elementos integrados, devem ser apresentadas propostas de técnicas e especificação dos materiais a serem utilizados, com a sequência cronológica de trabalho, por meio de consulta a profissionais especializados. |
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