75-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas, 120 - Castro

  • Inscrição: 75-II no Livro do Tombo Histórico
  • Processo: 77/81
  • Data da Inscrição: 26 de junho de 1981
  • Localização: Praça Manoel Ribas, n.º 120 e 112, Centro; Município de Castro
  • Proprietário: Particular – Cláudio Kugler

A Casa situada à Praça Manoel Ribas, em Castro, é uma edificação do século XIX vinculada à paisagem urbana histórica do município. Construída em 1880 para uso misto, reunindo moradia e comércio, integra o conjunto de imóveis associados ao período de desenvolvimento urbano impulsionado pelo tropeirismo e pelas fazendas de invernada dos Campos Gerais. Tombada pelo Estado do Paraná em 26 de junho de 1981, sua preservação contribui para a leitura histórica e arquitetônica do Centro Histórico de Castro.

Histórico

A Casa situada à Praça Manoel Ribas, n.º 120 e 112, em Castro, está relacionada ao contexto de desenvolvimento urbano do município no século XIX. Nesse período, Castro consolidou-se como um importante núcleo dos Campos Gerais, fortemente marcado pelo tropeirismo e pelas fazendas de invernada, onde eram criadas e engordadas tropas de gado vindas do Rio Grande do Sul.

A circulação de tropas, a demanda por animais de carga e o abastecimento de mercados consumidores, especialmente em áreas de expansão agrícola, contribuíram para a formação de fortunas e para a organização social e econômica da região. Nesse contexto, era comum que fazendeiros e comerciantes mantivessem residências urbanas, utilizadas tanto como moradia quanto como ponto de apoio para atividades comerciais e administrativas.

Construída em 1880 por João José da Fonseca, a edificação foi concebida para uso misto, com parte destinada à moradia e parte ao comércio. Essa característica expressa uma forma de ocupação comum em áreas urbanas do período, nas quais a casa articulava funções domésticas, econômicas e sociais, contribuindo para a vitalidade do espaço público e para a configuração da paisagem urbana central.

Do ponto de vista arquitetônico, o imóvel foi construído em alvenaria de pedra e adota partido característico da transição entre a arquitetura colonial e o neoclássico. Quando concluída, a fachada frontal possuía quatro portas, das quais três foram posteriormente transformadas em janelas, em decorrência da adaptação do edifício para uso residencial. Essa alteração também motivou a ampliação da parte posterior da casa, com a construção de uma cozinha.

A edificação mantém telhas e parte das esquadrias originais, elementos que contribuem para a preservação de sua leitura histórica. Sua área de influência abrange trechos do entorno da Praça Manoel Ribas, incluindo o conjunto urbano situado entre as ruas próximas ao imóvel, reforçando a importância da casa não apenas como edificação isolada, mas como parte da ambiência histórica do centro de Castro.

O tombamento foi aprovado pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico em reunião realizada em 8 de abril de 1981 e inscrito em 26 de junho de 1981 no Livro do Tombo Histórico, sob o n.º 75-II. O reconhecimento estadual valorizou a importância da edificação como parte da paisagem histórica de Castro, marcada por construções remanescentes do século XIX e por referências materiais associadas ao tropeirismo, à vida urbana e à formação histórica dos Campos Gerais.

  • 75-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas, 120 - Castro
    75-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas, 120 - Castro (sem data)
    Foto: Macaxeira (SEEC)
    75-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas, 120 - Castro (sem data)
    Foto: Macaxeira (SEEC)
    Inscrição de Tombamento 75-II csa Situada a Praça Manoel Ribas, 120 - Castro (1981)
    Inscrição de Tombamento 75-II csa Situada a Praça Manoel Ribas, 120 - Castro (1981)
    Foto: Acervo Documental da CPC
    Inscrição de Tombamento 75-II csa Situada a Praça Manoel Ribas, 120 - Castro (1981)
    Foto: Acervo Documental da CPC
    75-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas, 120 - Castro
    Inscrição de Tombamento 75-II csa Situada a Praça Manoel Ribas, 120 - Castro (1981)