59-II: Palácio da Liberdade - Curitiba
- Inscrição: 59-II no Livro do Tombo Histórico
- Processo: 60/77
- Data da Inscrição: 20 de junho de 1977
- Localização: Município de Curitiba
- Proprietário: Patrimônio da União
- Outras denominações: Antigo Palácio do Governo; Museu da Imagem e do Som do Paraná
Mapa de entorno:
O Palácio da Liberdade, atual Museu da Imagem e do Som do Paraná, é uma das edificações históricas mais representativas do antigo eixo da Rua da Liberdade, atual Rua Barão do Rio Branco, em Curitiba. Construído no último quartel do século XIX pelo engenheiro de origem italiana Ernesto Guaita para Leopoldo Ignácio Weiss, o edifício foi adquirido pela Fazenda Nacional em 1890 e passou à propriedade definitiva do Estado do Paraná em 1901. Sede do governo estadual entre 1892 e 1938, o imóvel constitui importante exemplar da arquitetura eclética de inspiração neoclássica e testemunha diferentes momentos da vida política, administrativa e cultural paranaense.
Histórico
Das poucas edificações oitocentistas que restaram na antiga Rua da Liberdade, destaca-se, por sua arquitetura, o prédio que sediou por muitos anos o governo do Paraná. Foi construído no último quartel do século XIX pelo engenheiro de origem italiana Ernesto Guaita, para seu colega de profissão Leopoldo Ignácio Weiss, a quem se atribui participação na concepção do projeto. A edificação foi adquirida em 1890, juntamente com seu mobiliário, pela Fazenda Nacional, passando, em 1901, à propriedade definitiva do Estado do Paraná, que ali teve sua sede governamental de 1892 a 1938. Após esse período, instalou-se no edifício a Secretaria do Interior e Justiça, que ali permaneceu por mais de trinta anos.
Assim como as demais obras de Guaita, o prédio segue o ecletismo de gramática neoclássica, por meio do partido simétrico e de um vocabulário greco-romano. Sua implantação, no alinhamento da testada, mas afastada dos demais limites do terreno, e seu porte monumental expressam um partido arquitetônico presente, na época, apenas nas edificações mais nobres da cidade.
O acesso principal faz-se por uma porta central, mas, lateralmente, há dois portões dispostos nas extremidades da fachada, sendo que o da direita dá acesso a uma galeria em arcos, aberta para o quintal. Ladeiam a porta principal, separando-a dos portões laterais, duas séries de três janelas. A fachada do pavimento superior, originalmente, era perfeitamente simétrica, formada por um conjunto de três portas dispostas entre dois pares de janelas. Atualmente, porém, como resultado de uma das inúmeras modificações sofridas pelo monumento, o lado direito do andar superior estende-se pela galeria, ampliando para três os vãos de janelas e rompendo, dessa forma, a simetria da composição. O elemento de destaque da fachada é o balcão de guarda-corpo abalaustrado e sustentado por quatro modilhões, para o qual se abre o conjunto de três portas do andar superior.
Seguindo a linha da arquitetura neoclássica, o arremate superior do monumento é uma platibanda, sublinhada por cimalha, vazada por balaústres de massa — similares aos do balcão — e ornamentada por jarros do mesmo material. O paramento das paredes externas possui revestimento em bossagem. Todos os vãos externos são em arco pleno; as janelas do sobrado possuem sobrevergas em frontão curvo, enquanto as do térreo apresentam chave de arco ornamentada com “máscara” de figura humana. Quatro colunas de ordem coríntia balizam o conjunto das três portas, contribuindo para conferir caráter nobre ao edifício.
Internamente, a casa foi bastante alterada em sucessivas adaptações de uso. Contudo, ainda são perceptíveis alguns sinais da riqueza de tratamento interno correspondente ao nível da composição exterior, como o arco abatido ladeado por colunas coríntias do salão superior, os frisos pintados com motivos florísticos e a escada em dois lances que dá acesso ao pavimento superior.


































































