73-II: Casa situada à Rua Doutor Jorge Xavier da Silva, esquina com Benjamin Constant - Castro
- Inscrição: 73-II no Livro do Tombo Histórico
- Processo: 76/81
- Data da Inscrição: 07 de maio de 1981
- Localização: Rua Doutor Jorge Xavier da Silva; Município de Castro
- Proprietário: Prefeitura Municipal de Castro
- Outras denominações: Casa Emília Ericksen - Casa da Cultura
A Casa Emília Erichsen, localizada em Castro, é um importante exemplar da arquitetura do período tropeiro no Paraná. Construída provavelmente no início do século XIX, a edificação ficou conhecida por sediar o jardim-escola de Emília Erichsen, considerado o primeiro jardim de infância particular do Brasil. Tombada pelo Estado do Paraná em 7 de maio de 1981, a casa preserva a memória da educação infantil no país e da formação histórica de Castro, município ligado ao Caminho das Tropas.
Histórico
A Casa Emília Erichsen, situada na Rua Dr. Jorge Xavier da Silva, esquina com a Rua Benjamin Constant, em Castro, é um importante testemunho da fase em que o município integrava a rota do Caminho das Tropas. A edificação, provavelmente construída no início do século XIX, constitui um exemplar da arquitetura adotada no Paraná durante o período do tropeirismo, marcada pelo uso de técnicas construtivas tradicionais e por soluções arquitetônicas características da época.
O imóvel também é conhecido como Casa Emília Erichsen por ter abrigado o jardim-escola fundado pela educadora Emília Erichsen. Por longos anos, no prédio situado na antiga Rua das Tropas, várias gerações de meninas receberam suas primeiras noções de educação. Em 1855, chegaram a Castro os membros da família Erichsen, composta pelo dinamarquês Conrado Erichsen, sua esposa Emília e seus filhos, vindos de São Paulo. Após a morte de Conrado, em 1862, Emília, mulher de aprimorada cultura, criou um estabelecimento de ensino para meninas, considerado o primeiro jardim de infância particular do Brasil.
Emília Erichsen vendeu o prédio de seu jardim de infância em 1.º de agosto de 1905 a Carlos Betenheuse e mudou-se posteriormente para a cidade de Palmeira, onde faleceu em 28 de setembro de 1907. Embora a edificação não tenha sido originalmente construída com finalidade educacional, sua relevância histórica está associada ao uso que desempenhou na história da educação infantil brasileira, além de sua importância arquitetônica.
Construída em taipa de pilão, sobre planta retangular, a casa apresenta fachada principal emoldurada por cunhais de massa. Suas aberturas, compostas por uma porta e quatro janelas, possuem requadros em madeira e vergas retas. As janelas são em sistema de guilhotina, divididas em quadrículos, com postigos internos. A cobertura é formada por telhado de quatro águas, com telha capa e canal, arrematada por beiral em cimalha.
O tombamento estadual, realizado em 7 de maio de 1981, reconheceu a Casa Emília Erichsen como patrimônio cultural do Paraná, tanto por seu valor arquitetônico quanto por sua associação à memória da educação e à história social de Castro. O bem foi inscrito no Livro do Tombo Histórico sob o n.º 73-II, referente ao Processo n.º 76/81.












