74-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas 152 - Castro

  • Inscrição: 74-II no Livro do Tombo Histórico
  • Processo: 78/81
  • Data da Inscrição: 07 de maio de 1981
  • Localização: Praça Manoel Ribas, 152; Município de Castro
  • Proprietário: Particular - Cláudio Kugler

Construída em 1863, a casa situada na Praça Manoel Ribas, n.º 152, em Castro, é um importante exemplar da arquitetura do século XIX no Paraná. A edificação integra a paisagem histórica do município e apresenta características de transição entre a arquitetura colonial e a neoclássica, com uso de alvenaria de pedra e paredes de pau-a-pique. Tombada pelo Estado do Paraná em 7 de maio de 1981, a casa representa um testemunho da formação urbana de Castro e das técnicas construtivas tradicionais utilizadas no período.

 

 

Histórico

Localizada na Praça Manoel Ribas, n.º 152, em Castro, a edificação foi construída em 1863 e integra o conjunto de bens históricos associados à formação urbana do município. Castro é uma das cidades mais antigas dos Campos Gerais, com origem vinculada ao Caminho das Tropas e ao antigo “Pouso do Iapó”, ponto de passagem de viajantes e tropeiros no trajeto entre Viamão, no Rio Grande do Sul, e Sorocaba, em São Paulo.

A casa foi inscrita no Livro do Tombo II – Histórico sob o n.º 74-II, referente ao Processo n.º 78/81, com data de inscrição em 7 de maio de 1981. Seu tombamento estadual reconheceu a importância da edificação como testemunho arquitetônico e histórico do século XIX, especialmente em razão de sua relação com o ciclo tropeiro e com a paisagem urbana tradicional de Castro.

Construída em alvenaria de pedra, com paredes internas de pau-a-pique, a edificação apresenta características de transição entre a arquitetura colonial e a neoclássica, mesclando elementos de ambos os repertórios formais. A composição arquitetônica, marcada pela tipologia colonial, pelo telhado, pelas paredes, pelas esquadrias e pelo arremate dos beirais, contribui para a leitura histórica do conjunto urbano em que está inserida.

Segundo relato associado ao imóvel, a casa teria sido construída por um homem escravizado, a quem teria sido prometida a alforria em troca do trabalho. No entanto, após a conclusão da obra, ele teria sido vendido, permanecendo na condição de escravizado e continuando a exercer o ofício de construtor.

Pela sua implantação na Praça Manoel Ribas e por sua relação com outras edificações históricas do entorno, a casa forma, juntamente com os imóveis vizinhos, um importante conjunto arquitetônico integrado à paisagem urbana de Castro. Sua preservação contribui para a manutenção da escala, da volumetria e da memória material do centro histórico do município.

  • 59-II - Casa a Praça Manoel Ribas 152 - Castro
    59-II - Casa a Praça Manoel Ribas 152 - Castro (aprox. dec. de 2000)
    Foto: Macaxeira (SEEC)
    59-II - Casa a Praça Manoel Ribas 152 - Castro (aprox. dec. de 2000)
    Foto: Macaxeira (SEEC)
    74-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas 152 - Castro
    74-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas 152 - Castro (2022)
    Foto: Acervo Documental da CPC
    74-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas 152 - Castro (2022)
    Foto: Acervo Documental da CPC
    59-II - Casa a Praça Manoel Ribas 152 - Castro (1981)
    59-II - Casa a Praça Manoel Ribas 152 - Castro (1981)
    Foto: Acervo Documental da CPC
    59-II - Casa a Praça Manoel Ribas 152 - Castro (1981)
    Foto: Acervo Documental da CPC
    59-II - Casa a Praça Manoel Ribas 152 - Castro
    74-II: Casa situada à Praça Manoel Ribas 152 - Castro
    59-II - Casa a Praça Manoel Ribas 152 - Castro (1981)