CASTELO DO BATEL

 
CASTELO DO BATEL

Inscrição Tombo 45-III
Processo Número 46/74
Data da Inscrição: 31 de janeiro de 1.975

Localização: Município: CURITIBA
  Avenida do Batel, N.º 1323
Proprietário:  
  Particular - Herdeiros de Moisés Lupion
 



HISTÓRICO

Casa de residência, em alvenaria, construída entre os anos de 1924 a 1928. O projeto foi do arquiteto Eduardo Fernando Chaves. O reboco externo é de cimento com areia torrada e o interno foram feitos com gesso e ornamentados com molduras também em gesso. A cobertura é de telhas Eternit Belgas, as portas internas com esmalte branco francês. A área construída, incluindo o grande terraço da frente, mede 1000 metros quadrados num terreno de 10.500 metros quadrados. O Castelo do Batel foi considerado na época a mansão residencial ”sem paralelo no Brasil” por seu estilo puro e aprimorado. Está situado na Avenida Batel, 1323, em Curitiba.


Castelo do Batel
Em 1923, Luís Guimarães, cidadão de muitas posses, adquiriu das famílias Gomm e Whithers e da Mitra Diocesana uma área de 10.500m, encomendando ao arquiteto Eduardo Fernando Chaves “uma residência parecida com algumas das mais magníficas que fiquei conhecendo...”, conforme ele mesmo depôs ao Patrimônio do Paraná. Iniciada a construção em 1924, terminou só quatro anos depois, pelas dificuldades de execução dos requintados detalhes de acabamento e pelo emprego de variada gama de materiais e peças importadas da Europa. 

A pintura interna foi feita por dois artistas europeus, as telhas planas de fibrocimento, Eternité, vieram da Bélgica, as louças sanitárias, do fabricante francês Jacob de Lafont, e a tapeçaria e ornamentação interna, de Paris. Com 1000m de área construída, 3000m de jardim, amplas garagens, quadra de tênis, foi o “castelo” durante muitos anos a principal referência arquitetônica da cidade e cenário de recepções e festas de grandes repercussões nos abastados meios curitibanos. 

Posteriormente, a casa foi vendida a Moisés Lupion, ex-governador do Paraná, que chegou a morar no local. Durante aproximadamente seis meses o sótão do Castelo foi ocupado pelo artista Miguel Bakun, que, como agradecimento à Lupion, fez desenhos em todas as paredes do sótão. Em seguida, o local foi alugado à Rede Globo. Hoje o Castelo é alugado para a realização de eventos sociais e empresariais.

Situada em uma esquina do tradicional bairro, outrora aristocrático, do Batel, destaca-se pela ampla arborização e pelos jardins, entrevistos através dos magníficos portões e grades de ferro forjado. À semelhança de um pequeno castelo renascentista francês, destacam-se na mansão um torreão cilíndrico de cobertura cônica, os portais de arco pleno e as mansardas da cobertura. O telhado, de fonte inclinação, aparenta, de longe, ser feito com ardósia. Trata-se, porém, de placas quadradas de fibrocimento. Os paramentos de cor cinza, das paredes externas, são tratados à bossagem. Frontões em arco interrompido e triangulares na platibanda, colunetas ombreando a entrada principal, portas almofadadas de madeira entalhada, vitrais, pisos de mármore no adro, são os detalhes externos de acabamento mais expressivos. Internamente destacam-se os trabalhos em gesso dos tetos.


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