Patrimônio Cultural

 

UMA CONCEITUAÇÃO


A história de um estado, de uma cidade, de um povoado, de um bairro ou de uma família pode ser contada por meio de várias formas.


Uma delas pode ser realizada pelo estudo do seu patrimônio cultural exemplificado através dos monumentos, ícones, equipamentos rurais e urbanos, assim como de sua apropriação do patrimônio natural identificados através dos rios, quedas d’água, montanhas, bosques, florestas e fauna.


O patrimônio cultural possui algumas variáveis e dentre elas destacamos: o patrimônio documental exemplificados pelas fotografias, filmes e todo e qualquer documento gerado por instituições públicas e privadas; o patrimônio arquitetônico representado indistintamente por toda espécie de edificação militar, civil e religiosa pois, uma grande catedral possui o mesmo valor cultural de uma capela de beira de estrada assim como um castelo ou uma moradia cabocla.


Neste sentido, podemos conceituar o patrimônio cultural como o resultado da ação do homem no tempo e em determinados espaços. Ele deve expressar o imaginário de uma época em termos de exaltação e glorificação de toda sociedade, independentemente das diferenças sociais, econômicas e políticas.


O estudo do patrimônio cultural possibilita a análise das representações simbólicas de toda sociedade. A prefeitura, a câmara municipal, as escolas públicas, museus são exemplos que se materializam nos espaços administrados pelo poder público. As igrejas, capelas, as sedes de fazendas ou mesmo uma moradia em um bairro operário, entre outros tipos de imóveis, representam os espaços privados.


No Paraná o patrimônio cultural recebeu desde os anos de 1930 um cuidado especial por parte do Estado e, em conjunto com a sociedade organizada, promoveram diversas ações preservacionistas. Pela Lei Estadual N.º 38 de 31 de outubro de 1935 foi instituído o Conselho Superior de Defesa do Patrimônio Cultural do Paraná destinado a colaborar, como órgão consultivo do Governo, na defesa do patrimônio cultural do Paraná e no estímulo de toda a atividade intelectual e artística do Estado, com o objetivo de elevar a sua cultura sob todos os pontos de vista. No ano de 1953 é sancionada a Lei N.º 1.211, a lei de tombamento.


A maioria destes bens tombados estão localizados na região determinada geopoliticamente como Paraná Tradicional (o litoral, primeiro planalto e parte do segundo). Esta é a região que sofreu as primeiras ações de povoamento em nosso Estado. Sendo assim, mereceu destaque nas ações preservacionistas por parte de todos os envolvidos com a questão. No ano de 1938 é tombado pelo IPHAN, órgão de preservação federal, o Antigo Colégio dos Jesuítas, na cidade de Paranaguá. Este mesmo imóvel foi tombado posteriormente pelo Estado do Paraná em 1972.


Atualmente já existem bens tombados em outras regiões. Importante ressaltar a importância destes tombamentos na medida que em todos os casos houve o envolvimento das comunidades, através de abaixo-assinados ou pedidos oficializados por representantes, num verdadeiro manifesto de cidadania por parte daqueles que consideraram o tombamento um instrumento viável para a preservação do patrimônio cultural local.


É importante ressaltar as ações que a Coordenação do Patrimônio Cultural têm empreendido junto às comunidades colocando-se sempre à disposição da população dando assessoria nas áreas de patrimônio arquitetônico, patrimônio natural, patrimônio arqueológico, manifestações culturais e patrimônio documental. 

Todos esses projetos visam, num processo de longa duração, a preservação, a conservação e a divulgação do patrimônio cultural paranaense dentro e fora do Estado.

 

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