Gestão de Bens - Conceituação Geral


O registro material das ocupações sistemáticas da cidade é o conjunto arquitetônico da localidade, composto pelas ruas, quadras, edificações antigas ou ruínas que resgatam a memória da comunidade e possibilita o vislumbre de parte do cotidiano daqueles que construíram aquele momento.

Certos prédios e locais históricos costumam ser valorizados muito mais por terem um potencial econômico a ser explorado do que pela sua representatividade na construção de uma visão mais abrangente da história local, deixando de lado detalhes que a longo prazo podem mesmo levar ao desvirtuamento e a descaraterização de conjuntos extremamente significativos do ponto de vista cultural.

- Restaurar ou consolidar o bem tombado;
- Estudá-lo, comparar versões sobre a sua história;
- Discutir opiniões, planejar o seu aproveitamento;
- Conscientizar a população do entorno;
- Sinalizar o local, revitalizá-lo e fornecer qualificações aos seus usuários.

No processo de projeto de restauro de um bem patrimonial deve-se ter preocupações com:
- preservação da originalidade aliado ao restauro
- adoção de política de preservação que passe pela esfera pública e sociedade civil
- planejamento quanto a capacidade de carga que o bem patrimonial pode receber, de modo que a sua conservação e reinserção na vida cultural se tornem possíveis.

Restaurar e revitalizar não tem o objetivo de vender o Patrimônio como um produto.

Ao revitalizar um monumento o que se pretende é fornecer a memória local e a identidade dos indivíduos que convivem com aquele bem patrimonial no dia a dia, de modo que ele seja reinserido na vivência cultural local.

É preciso haver investimento social e histórico, ou seja, no restabelecimento de uma identidade local, que tenha laços ligando-a aquele monumento.

Não expulsar moradores.

Não provocar a descaraterização de elementos que constituem o próprio atrativo cultural.
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