RESIDÊNCIA JOÃO LUÍS BETTEGA

 

RESIDÊNCIA JOÃO LUÍS BETTEGA


Inscrição Tombo 145-II
Processo Número 06/99
Data da Inscrição: 17 de dezembro de 2.003

 
Localização: Município: CURITIBA
  Rua da Paz N.º 479
Proprietário:  
  Particular - Giceli Portella
 
   
 

HISTÓRICO

O imóvel projetado em 1953 por João Batista Vilanova Artigas, foi construído para servir de residência a João Luiz Bettega. A edificação é um dos poucos remanescentes da arquitetura de expressão Modernista Brasileira em Curitiba.
 
O arquiteto Vilanova Artigas nasceu em Curitiba no ano de 1915. Seus projetos revolucionaram a arquitetura brasileira. Artigas foi um dos responsáveis por lançar os fundamentos de uma concepção arquitetônica que influenciou as escolas de arquitetura em todo o país e que ficou conhecida como Escola Paulista. Ele foi um dos fundadores do Instituto dos Arquitetos do Brasil e fundador da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Sua importância no cenário nacional é de tal monta que em 1985 nasceu uma fundação com o seu nome visando preservar e divulgar a obra dele. 

A casa possui inestimável valor arquitetônico por ser uma obra que inspirou a construção de outros imóveis dentro dos mesmos padrões arquitetônicos, tanto que em 1º de dezembro de 1997 o arquiteto Álvaro Puntorli expressou o apoio da Fundação Vilanova Artigas às iniciativas de conservação da Residência João Luiz Bettega como patrimônio histórico e urbano da cidade de Curitiba porque ela “é uma das primeiras em que Artigas fez uso da circulação em rampas e pavimentos em meios níveis, articulados pelo pé-direito duplo da sala. Esse partido compreende as características mais marcantes de sua obra posterior, inclusive de edifícios públicos, como é o caso do projeto da FAUUSP”. Esta inovação é um marco na história da arquitetura brasileira. 

Em 12 de agosto de 1999, o arquiteto Luiz Salvador Gnoato na qualidade de diretor adjunto de pós-graduação de Arquitetura e Urbanismo da PUC/PR; o arquiteto Jaime Amaral Maia na qualidade de presidente da Regional do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-PR); arquiteta Eneida Kuchpil na qualidade de Chefe do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPR; o arquiteto Eloi Fávaro, então diretor do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Tuiuti – PR; o arquiteto João Carlos Diório, então presidente do Sindicado dos Arquitetos e Urbanistas do Estado do Paraná (SAEP) e Eli Loyola Borges filho, na condição de presidente da Associação dos Escritórios de Arquitetura do Estado do Paraná (ASPEA) enviaram para a SEEC uma solicitação de abertura do processo de tombamento da Casa João Luiz Bettega. Este documento foi protocolado no Sistema Integrado de Documentos do Estado (SID) em 1º de setembro de 1999, data oficial do início do processo de tombamento. O termo de abertura de processo de tombamento recebeu na CPC/SEEC o numero 06/99 em 15 de agosto de 1999, data que marca o início do andamento interno dos autos do referido processo. Na mesma dada o processo foi encaminhado ao setor de História da CPC/SEEC para que desse início às pesquisas que fundamentarão a decisão do Conselho do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Paraná sobre o tombamento do imóvel. 

Em 2 de fevereiro de 1999, a pedido dos herdeiros, o processo foi temporariamente arrestado na CPC. Em 26 de outubro de 1999, o secretário municipal de Urbanismo enviou ofício para a Coordenadoria do Patrimônio Cultural confirmando que não seriam expedidos alvarás que permitissem qualquer alteração no imóvel. No dia 6 de agosto de 2002 o processo voltou para o setor de História para que desse prosseguimento as pesquisas que compõe os autos do processo. 

A preservação deste imóvel se revela de fundamental importância para o patrimônio histórico arquitetônico do Paraná devido ao fato de ser um marco inovador nos projetos arquitetônicos do Paraná e do Brasil. Outro fato que fundamenta o processo de tombamento é o de que o projeto foi elaborado por Vilanova Artigas. Além disso, ele faz parte do rol de imóveis classificados dentro do estilo denominado Arquitetura Moderna na Prefeitura Municipal que se pretende conservar como um conjunto que representa um período e linguagem arquitetônica da cidade.

 
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