GIMNÁSIO PARANAENSE

 

ANTIGO GIMNÁSIO PARANAENSE


Inscrição Tombo 58-II
Processo Número 59/77
Data da Inscrição: 20 de junho de 1.977

 
Localização: Município: CURITIBA
  Rua Ébano Pereira N.º 240
Proprietário:  
  Governo do Estado do Paraná
 
   
Atual Secretaria de Estado da Cultura.



HISTÓRICO

Em 31 de março de 1846 a Assembleia Providencial de São Paulo aprovou a criação do Lyceu de Curitiba. Alguns anos mais tarde, com a emancipação do Paraná, passou a chamar-se Instituto Paranaense, e após a Proclamação da República, recebeu a denominação Gymnasio Paranaense. Em 1903, o governo estadual decidiu construir um edifício para abrigar não só o ginásio como também a escola normal. 

“Cogita o governo de mandar construir outro prédio de proporções que satisfaçam as exigências do futuro e com todas as condições que satisfaçam as exigências do futuro e com todas as condições de comodidade e higiene, destinado ao funcionamento do Gymnásio Paranaense e da Escola Normal, e para isso já dispõe dos recursos necessários”. 

Coube o projeto ao engenheiro Afonso Teixeira de Freitas e a construção a José Bienek, tendo a mesma sido concluída em agosto do ano seguinte. O grande desenvolvimento vivido pela cidade, na primeira metade do século, e as modificações do ensino motivaram a construção de novo edifício, para o qual foi transferido o antigo liceu, que desde 1953 passara a ser denominado Colégio Estadual do Paraná. Modificado, para atender um uso administrativo, torna-se em 1965 sede da Secretaria do Estado da Educação e Cultura, passando, nove anos depois, a abrigar a Diretoria de Assuntos Culturais. 

Exemplifica, o antigo ginásio, o ecletismo de vocabulário neoclássico: composição simétrica, monumentalidade através do destaque de um corpo central, colunas greco-romanas e platibanda vazada no coroamento das fachadas. 

O prédio é sublinhado pelo torreão central, destacando, em planta, ao avançar em relação ao conjunto, e em elevação, ao sobrepor-se à massa do edifício. A composição dos vãos obedece a duas diretrizes: no térreo, retangulares; no andar superior, arrematados em arco pleno. Colunas de capitel ladeiam os vãos do andar superior. Vale mencionar, internamente, o espaço central, de duplo pé-direito, coberto por clarabóia que cumpre o papel de área de circulação e distribuição, abrindo para ele as salas, dispostas à sua volta. No andar superior a circulação é feita por uma passarela, que sustentada por colunas de ferro desenvolve-se à volta do vazio desta área. São também metálicos o guarda-corpo dessa circulação e a armação da clarabóia. As paredes são de alvenaria de tijolo, possuindo as externas revestimento à bossagem, que confere ao edifício uma austeridade peculiar aos edifícios públicos da época.


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