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Em 1912, após haver ocupado casas alugadas, a Prefeitura Municipal de Curitiba, através de lei aprovada em 29 de novembro, foi autorizada a construir sede própria a ser edificada na praça Santos Andrade. Entretanto, no ano seguinte, através de empréstimo contraído ao governo do Estado, com o objetivo de serem melhoramentos na capital, entre os quais se incluíam o Palácio da Prefeitura. Novo local foi escolhido – a atual praça Generoso Marques -, onde existia o antigo mercado Municipal, que foi demolido, Iniciado em 1914, a construção prosseguiu durante todo o ano de 1915, e em 24 de fevereiro de 1016 inaugurava-se o novo prédio do Paço Municipal de Curitiba tornando-se então um dos raros exemplos, no Brasil, de Prefeitura a Ter sede própria. Oficialmente chamado de Paço da Liberdade a partir de 3 de fevereiro de 1948, sediou a prefeitura de Curitiba até 1969, quando esta foi transferida para a nova e moderna sede do Centro Cívico. Em 1970, após Ter abrigado temporariamente o Projeto Rondon, o prédio teve sua restauração iniciada, interrompida em 1971 e retomada em meados do ano seguinte, após reformulação do projeto pelo arquiteto Cyro Corrêa de Oliveira Lyra, o qual, juntamente com o arquiteto Abraão Assad, levou termo a execução. Em 16 de janeiro de 1974 o Museu Paranaense inaugurou sua nova sede, consoante o planejamento elaborado pelo arqueólogo Oldemar Blasi, então diretor da instituição, e o pelo professor Newton Carneiro, com o assessoramento museográfico da historiadora de arte Lygia Martins Costa, do IPHAN.
Prédio de arquitetura eclética, com elementos art nouveau representados, sobretudo, pelas marquises de ferro voltadas para a Praça Tiradentes, pelo desenho das esquadrias de madeira e portas externas. Ocupando área de 500m2, está construído sobre base de concreto e blocos de cantaria, possuindo planta retangular sobre cujos lados menores se erguem duas fachadas, a principal voltada para o jardim e na qual se destaca torre quadrada. É construído em alvenaria de tijolos, e em três pavimentos e cobertura em quatro águas. Dois Hércules sustentam as colunas da entrada do prédio e representam os poderes municipais – o Legislativo e o Executivo -, e o nicho existente logo acima encerra figura feminina que representa a cidade de Curitiba. Completa a ornamentação da torre escudo com as armas do município e a cabeça do leão, símbolos da força. Em três faces da torre, há relógios movidos eletricamente. Em todas as fachadas, sacadas semicirculares.
Criado em 1874 e oficialmente inaugurado em 25 de setembro de 1876, o Museu Paranaense, tanto quanto a Prefeitura, ocupou vários imóveis. Quando da inauguração do moderno Paço 29 de Março, no Centro Cívico, o estado e o município de Curitiba, através de convênio, regulamentaram a utilização do prédio, que até então serviria de sede para a municipalidade, destinando-o, então, ao Museu paranaense, a fim de abrigar seu precioso acervo, atualmente distribuído da seguinte forma:
No térreo, além do vestíbulo, há três salas de exposição temporárias, auditório e uma sala que serve ao mesmo tempo de almoxarifado, sessão educativa, manutenção e oficina de reparos.
No primeiro pavimento, o grande salão central é de exposições temporárias; nos demais salões: exposição da cidade de Curitiba antiga, proto-história paranaense, Paraná nos séculos XVII e XVIII, Paraná província e Paraná república.
O segundo pavimento foi ocupado pela sala do diretor, secretaria, arquivo, biblioteca, sala de leitura e exposições; no corredor, vitrines com exposições temáticas.
No terceiro pavimento há salões de exposição da seção de arqueologia, etnologia e artes populares, com as respectivas salas de chefes de seções, e a cantina.
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