SOLAR CONSELHEIRO JESUÍNO MARCONDES DE OLIVEIRA E SÁ

 

SOLAR CONSELHEIRO JESUÍNO MARCONDES DE OLIVEIRA E SÁ

 

Inscrição Tombo 24-II
Processo Número 24/70
Data da Inscrição: 30 de março de 1.970

Localização: Município: PALMEIRA
  Rua Coronel Pedro Ferreira N.º 223
Proprietário:  
  Prefeitura Municipal de Palmeira
 
 
 

HISTÓRICO

Não se conhece a data exata de sua construção, no entanto estima-se que seja de meados do século XIX. O solar, localizado na cidade de Palmeira, é indissociável da família Marcondes de Oliveira e Sá e da família Araújo, tradicionais na lida de tropas de gado e incentivadoras do povoamento de Palmeira. 

O Coronel Jesuíno Marcondes de Oliveira e Sá nasceu em Palmeira no ano de 1827. Em 1849, formou-se em Ciências Sociais e Jurídicas na Academia de Olinda. Chefe do Partido Liberal, é longa sua ficha de serviços prestados ao Paraná e ao Brasil. 

Foi inspetor geral de Educação da Província do Paraná; dela foi vice-presidente entre 1878/9; foi deputado da Província nos biênios de 1854-55, 1856-57, 1860-61. Foi representante do Paraná na Câmara Imperial na 10ª, 12ª e 18ª legislaturas; Ministro de Estado dos Negócios de Agricultura, Comércio e Obras Públicas quando autorizou as comissões Keller e Jardim a efetuarem explorações para verificar a navegabilidade dos rios Iguaçu, Paranapanema, Tibagy e Ivay, mandou abrir uma estrada entre Palmas e Corrientes, impulsionou a abertura da Estrada da Graciosa e deu início a uma estrada entre Curitiba e o Porto de S. Francisco. Esta última obra foi sustada por ir contra os interesses dos conservadores de Paranaguá. 

Estava à frente do governo da Província quando foi proclamada a República, de modo que foi último Presidente da Província do Paraná. Poucos meses após o advento da República, mudou-se com sua família para Genebra onde faleceu em outubro de 1903. 

O tombamento do Solar Jesuíno Marcondes justifica-se por estar ligado a este vulto da história do Paraná, por suas características arquitetônicas e pelo fato de a família tê-lo doado ao município com uma cláusula que especifica seu uso para instituições ligadas á cultura.

 
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